C9 - José Pedro Lopes - Manuel Cerquinho - Nuno Rocha - Vitor Hugo Silva
A diferenciação é uma das grandes chaves do sucesso em qualquer negócio, e o ‘glamour’ não deve ter uma área de aplicação limitada. No nosso estágio na Renova (França e Bélgica) aprendemos que conceitos como luxo e design podem ser armas mais fortes do que utilidade e conforto num produto doméstico tão banalizado como o papel higiénico.
Nos bens de grande consumo, as campanhas de marketing tem uma grande ênfase no utilitarismo de ditos bens. No mercado da Renova isso é bem evidente: ‘players’ como as multinacionais ‘Georgia Pacific’ ou a ‘Kimberly Clark’ (ambas a actuar em Portugal e em França) jogam numa comunicação que frisa a higiene, o conforto e a harmonia de um produto de higiene pessoal.
O que aprendemos no caso da Renova, é que a aparentemente absurda estratégia de criar produtos de luxo como o papel higiénico colorido ou o locionado, conseguem levar a grandes resultados. E aqui temos o “ambiente de glamour” a actuar no desenvolvimento de novos produtos e como estratégica de marketing.
A gama de produtos de luxo da Renova não só tem o seu mercado próprio (num circuito que já não é bem de bens de grande consumo mais sim de design de interiores) como contribui decisivamente na forma como a marca ‘Renova’ e os demais produtos são vistos.
A reputação criada por estes produtos de luxo tem inclusive o beneficio da promoção gratuita pelo mundo fora. Esta abordagem inovadora apareceu em noticias pelo mundo fora, quer na imprensa especializada quer na generalista.
Esta experiência profissional permitiu-nos ver como uma marca 100% portuguesa consegue fazer frente a grandes multinacionais, assumindo a postura de marca de qualidade e ‘glamorosa’. Aliás, as nossas experiências no estrangeiro permitiram-nos constatar que essa é uma das grandes apostas da internacionalização portuguesa, vendo como os produtos vinculas portugueses são associados a qualidade e o seu visual aposta cada vez mais no glamour.
É de concluir que se a diferenciação é uma das chaves do sucesso, ela não tem de vir no sentido da utilidade prática do um produto nem na sua qualidade – pode vir no design, no glamour e no gosto do consumidor por algo diferente.