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Calçado Made in Portugal conquista segmento de luxo...Reino Unido, Espanha e Itália. E agora?

Ana Sofia Goncalves Dias | C21 | Butterfly Twists | Londres, UK

Em 2016, Portugal exportou mais 81.6 milhões de pares de sapatos, correspondendo a mais de 1.9 milhões de euros. Neste momento, o setor do calçado é um dos mais importantes para a economia do país.

Em duas décadas, a indústria do calçado sofreu uma grande transformação:

Indústria tradicional, de mão-de-obra intensiva, transformou-se num setor moderno, centrado na exportação e altamente competitiva, alcançando a posição como um dos mais importantes exportadores europeus e mundiais, particularmente no setor de calçado de couro.

A última década tem sido verdadeiramente notável para a indústria do calçado em Portugal, tendo as empresas assumido o grande desafio da internacionalização, priorizando a promoção externa.

Hoje, as empresas de calçado portuguesas distinguem-se nos mercados internacionais pela sua capacidade de oferecer produtos de alto valor agregado, produzidos com uma combinação perfeita da mais moderna tecnologia e técnicas de produção manual.

Esta combinação de fatores resulta em produtos de alta qualidade de design moderno, posicionados num mercado de nível superior (luxo), competindo com as principais marcas internacionais e, em muitos casos, estabelecendo-se como parceiros de excelência para produzir as mesmas marcas.

Como resultado, Portugal exporta mais de 95% de sua produção anual para mais de 150 países, nos cinco continentes.

As vendas externas de calçado português aumentaram de pouco mais de 1 200 para aproximadamente 1 900 milhões de euros em sete anos.

As maiores empresas de calçado em Portugal são:

Alberto Sousa, Lda

A partir de Caldas de Vizela, fornece a clientes como a Lacoste, Footprints e Zara, além da marca própria Philipe Sousa e Eureka, que dá nome a uma rede de 9 sapatarias em expansão no país. Tem 20 anos, 156 trabalhadores e vendas de €10 milhões.

Campeão Português

O grupo, fundado em 1955, tem nas exportações 45% das vendas de €20,2 milhões. Trabalha com insígnias como a Dubarry, Zara, Massimo Dutti, Snipe e Calllaghan e tem as marcas próprias Sportstyle e Camport, ainda centradas no mercado interno.

Fortunato Frederico

Em Setembro, o grupo Kyaia, de Guimarães, abre a quinta fábrica, em Paredes de Coura, mas também tem parcerias no estrangeiro, como no Paquistão, onde produz gáspeas. Com 600 trabalhadores e vendas de €50 milhões, exporta 95% da produção. A marca Fly London vende €20 milhões, 30% dos quais em Inglaterra, e tem clientes como a atriz Sarah Jessica Parker e os músicos dos Rolling Stones. Na rede de sapatarias Sapatália e Foreva soma 90 lojas.

Mário Cunha & Filhos

A marca própria Nobrand (1988) vale 50% das vendas da empresa, fundada em 1935, em Felgueiras. Fatura €13,3 milhões, emprega 108 pessoas e tem a Cavalli e US Pólo entre os clientes. O mercado externo, Japão e EUA incluídos, compram 98% da produção.

Pedouro

Localizada em Felgueiras, produz sapatos para a Kickers, All Saints e Superdry, entre outros. A empresa, 100% exportadora, também tem uma marca própria, registada em Itália há três anos, e duplicou a faturação em 2009, para os €20 milhões, depois de investir numa lavandaria que permite produzir calçado tipo "lavado" (baço). Emprega 120 pessoas e subcontrata trabalho de corte e costura em Portugal.

... E em Inglaterra

A ótica de importação mostra que Portugal se encontra em crescimento negativo para o Reino Unido desde o 4º trimestre de 2014, pelo que se trata de um problema anterior ao referendo de junho de 2016 (Brexit).

Tal poderá indiciar que o calçado português terá conseguido adaptar-se mais cedo ao reposicionamento internacional do Reino Unido do que a concorrência: a Espanha e a Ásia (que concorre noutro campeonato de preços) estão a cair sistematicamente, em terreno muito mais negativo que Portugal.

Em termos macro económicos, o Reino Unido cresceu bem, e o Consumo Privado, apesar da deterioração da confiança do consumidor, acabou por fechar 2016 quase com o mesmo ritmo de crescimento do ano anterior. As previsões mais recentes reviram em alta o crescimento para 2017.

Todavia esperam-se crescimentos menores nos últimos trimestres de 2017, uma vez que não será possível manter a velocidade do Consumo Privado, que pesa muito no PIB: os preços crescerão mais do que o aumento dos salários, e será difícil continuar a reduzir ainda mais a baixa poupança, e manter as elevadas taxas de crédito ao consumo.

Created By: Ana Sofia Gonçalves Dias
Published: 21-12-2017 16:42

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