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A C24 Mégane Junqueira conversou com a C23 Helena Ferreira, que realizou o estágio na IDC, UK e conta como, entre outras coisas, teve de "trocar a praia pelos jardins."

Megane Junqueira | C24 | IDC,UK | Londres, Reino Unido

Helena Ferreira, licenciada em Gestão pela Faculdade de Economia do Porto, participou na edição C23 do Programa INOV Contacto. Pelo Programa, foi estagiar para a empresa multinacional IDC, UK (Londres), onde permanece até hoje.

Qual foi a tua motivação para te candidatares ao Programa INOV Contacto?.

Eu já tinha feito Erasmus e Intercambio na Grécia, mas nunca tinha trabalhado. E queria uma experiência profissional fora de Portugal, num ambiente e numa realidade que me desafiassem. Porque, fora de Portugal, o desafio é sempre muito maior.

Quando finalmente é revelada empresa, país e cidade de destino, qual foi a tua reação?

Fiquei muito triste. Porque as minhas preferências tinham sido Estados Unidos da América (EUA), Canadá, Singapura, Malásia, ou seja, tudo o que fosse na Europa eu não queria. Preferia ter uma experiência complementarmente diferente. Por isso, quando me saiu Londres (Reino Unido), eu pensei: “Não acredito! Isto é péssimo! Não vai ter piada nenhuma”. Lembro-me de que atirei o telemóvel para cima da mochila e que nem sequer mandei mensagem a ninguém, fiquei mesmo chateada (risos).

Para ti, o que foi mais difícil de abdicar, para poderes ingressar nesta aventura?

Acho que foi mesmo deixar de estar regularmente com os meus amigos, com a minha família, e um bocadinho, com o clima (risos).

Na empresa, durante o teu estágio, como foi a tua experiência? Gostaste do ambiente da empresa e, em particular, da tua equipa?

Gostei muito. Não só por estar fora do meu país, mas porque a empresa tem pessoas de todo o mundo. Na minha equipa há pessoas da India e no escritório temos pessoas um bocadinho de todo o mundo. E isso é muito interessante, perceber que todos os perfis se encaixam e que dão um ambiente muito bom. Não só em termos de trabalho, mas também a nível pessoal, quando vamos a um pub, por exemplo, percebe-se que há uma dinâmica muito boa.

E em relação aos britânicos e à sua forma de ser e de viver? Foi fácil para ti habituares-te ao seu ritmo de vida?

Não foi fácil, primeiro por causa do clima e segundo eu moro numa casa com dois britânicos e um romeno, e os britânicos fecham-se muito no quarto, não convivem com pessoas que não são amigas. Então, tive um bocadinho esse choque inicial, de não ter a companhia deles. Em termos do dia-a-dia e do estilo de vida que levam, é diferente, tive de trocar a praia pelos jardins. E em termos de horários é completamente diferente de Portugal, acho que até hoje ainda não me habituei, porque eles jantam muito cedo. Entretanto, fui-me adaptando, e agora estou muito melhor, até já tenho convivido com pessoas britânicas, e claro que gosto deles e não ponho nenhuma barreira. Também foi um bocadinho difícil para mim, não haver uma pastelaria ou um café em que tu te sentas numa esplanada, só para beber um café, aqui é "pegar e andar".

Tiveste a oportunidade de viajar durante os 6 meses de estágio? Qual é que foi a viagem que mais te marcou?

Consegui, viajei por algumas cidades no Reino Unido, que me surpreenderam bastante. O nosso grupo INOV ainda conseguiu viajar em vários fins de semana, alguns deles prolongados. Fomos a Liverpool numa final de um jogo de futebol, e eles ganharam, o que foi incrível! Esse fim de semana marcou-me muito, porque vivi um ambiente completamente diferente, com imensas pessoas na rua a festejar. Seven Sisters foi a viagem que mais me marcou, porque mudou a minha opinião em relação àquela imagem do Reino Unido como um país ventoso, cinzento em que está sempre a chover e onde não há verão. Surpreendeu-me imenso, porque estava um dia lindo e tanto a praia como as outras paisagens estavam incríveis.

Qual seria o conselho que darias a alguém que estivesse a pensar candidatar-se ao Programa?

Para não pensar duas vezes, para ir e deixar as coisas acontecerem. E, sobretudo, não recusar, qualquer que seja o destino, porque são 6 meses da nossa vida e podem mudar muita coisa. No início pode ser um destino que achamos que não queremos e temos a perceção que vamos desperdiçar 6 meses da nossa vida, mas eles nunca vão ser desperdiçados, vamos conseguir ganhar sempre alguma coisa positiva com essa experiência.

Por último, quem era a Helena antes de entrar no Programa INOV Contacto?

Eu acho que era um bocadinho a Helena de agora, o que mais mudou em mim foi a maturidade, no sentido em que fui viver sozinha e tive de me “desenrascar” sozinha. Comecei a dar mais valor ao meu país, à família e aos amigos. Porque não dou nada como garantido. E quando temos tudo “facilitado” acabamos por tomar tudo por garantido.

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Created By: Mégane dos Santos Junqueira
Published: 15-09-2020 17:24

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